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Trabalhando como profissional liberal

  • Foto do escritor: equipe marketing
    equipe marketing
  • 7 de set. de 2024
  • 2 min de leitura

Sim, é possível trabalhar como autônomo ou profissional liberal utilizando apenas o CPF, mas é importante analisar se essa opção é realmente vantajosa a longo prazo.


Quando o CPF Ainda Vale a Pena?

Se o seu faturamento mensal está abaixo de R$ 5.000, pode ser viável continuar trabalhando apenas com o CPF. No entanto, ao ultrapassar esse valor, o cenário muda. Isso porque, no Imposto de Renda, o faturamento pode ser tributado em até 27,5%, o que é uma carga elevada em comparação ao regime de tributação de um CNPJ.

Para entender melhor: com um CNPJ, dependendo do tipo de empresa e regime tributário, a alíquota pode ser de apenas 6% sobre o faturamento. Assim, a diferença entre 27,5% e 6% é enorme, o que pode tornar a transição para CNPJ mais vantajosa financeiramente. Além disso, ter um CNPJ pode trazer outros benefícios, como a possibilidade de emitir notas fiscais e a opção de contratar funcionários de maneira formal.



Passos para Regularizar o CPF como Autônomo

Se você ainda está começando e prefere trabalhar como autônomo, aqui estão os passos que você deve seguir:


1. Emitir Recibos para Todos os Clientes

Mesmo que o seu cliente não peça, você é legalmente obrigado a emitir um recibo para cada serviço prestado. Isso porque toda receita precisa ser comprovada. O recibo é o equivalente à nota fiscal para quem trabalha como CNPJ. Esse comprovante será registrado no seu livro-caixa e no Carnê-Leão, utilizado para declarar os rendimentos à Receita Federal.


2. Cadastro na Prefeitura e Pagamento de ISS

Outro passo importante é o cadastro na prefeitura da sua cidade para recolher o ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza). Esse imposto varia de acordo com o município, podendo ser uma taxa fixa mensal ou um percentual sobre o faturamento, geralmente entre 2% e 5%.

Quando decidir abrir um CNPJ, não se esqueça de cancelar esse cadastro como autônomo, caso contrário, você pode continuar sendo cobrado pelo ISS.


3. Contribuição ao INSS

Mesmo como autônomo, é obrigatório o pagamento do INSS. Se você presta serviços apenas para pessoas físicas, a alíquota é de 11%. Para quem também presta serviços para empresas (CNPJ), a taxa sobe para 20%.

Lembre-se: se você também tem um emprego CLT, deve verificar se já atinge o teto do INSS. Caso não atinja, é necessário complementar o valor até o limite.


Ferramentas da Receita Federal: Carnê-Leão e ECAC

Para quem trabalha como autônomo, o Carnê-Leão é uma ferramenta essencial. Ele permite que você registre seus recebimentos e pague os tributos devidos mensalmente. Para acessar, basta se cadastrar no ECAC (Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal) por meio do portal Gov.br.


Conclusão

Trabalhar como CPF é uma opção válida para quem está começando ou fatura pouco, mas ao ultrapassar certos limites de faturamento, o CNPJ passa a ser a opção mais vantajosa financeiramente. Fique atento às suas obrigações com a Receita Federal, prefeitura e INSS, e faça a transição para CNPJ no momento certo para evitar pagar impostos mais altos.

Se precisar de ajuda com esses processos, é sempre bom consultar um contador para tomar a melhor decisão.

 
 
 

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